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quinta-feira, 25 de março de 2010



Boas!
Em primeiro lugar quero pedir desculpa pela prolongada ausência de novos posts no blog mas fui picado por um bicho que transmite um vírus chamado preguiça.
Ora bem, Sábado, dia 20 de Março de 2010 tive um dos dias mais porreiros desde que vim para este país gelado. O que o fiz de tão especial para tornar o dia tão agradável? Pois bem, eu com mais um pessoal da residência e uma cambada de finlandeses fomos até Ruka fazer Snowbord.
Sábado às 7:30 da manha lá estávamos nós, como combinado, na escola de engenharia para apanhar o autocarro com destino a Ruka. Despois de quase 4 horas de viagem lá chegamos as nosso destino. Assim que saímos do autocarro fomos directos alugar o material para pormos em prática as nossas apetências de "sonowbordars", que em prol da verdade não eram nenhumas visto que, a maioria do pessoal da residência nunca tinha experimentado coisa parecida.
Portanto, como devem imaginar, diversão não faltou muito por culpa das mil e uma quedas dadas naquele dia.
Ora bem, prancha nos pés eram tempo de subir a montanha, mas aí é que vinha a parte difícil. Como era tudo pessoas especialistas em snowboard fomos logo apanhar o elevador mais difícil. Resultado, ninguém conseguiu subir. Eu tentei 5 vezes e nessas 5 vezes fui "comer neve", para deleite das pessoas que estavam na fila atrás de mim que não paravam de rir. lol. Gostava de os ver a jogar futebol de praia!
Bem, depois de concluirmos que aquele não era um elevador fácil, muda-mo-nos para a parte das crianças. Aí, conseguimos subir por um elevador e mostrar tudo aquilo que sabíamos no snowboard, ou seja, cair.
Devo confessar que depois de uma início complicado, o snowboard não é tão difícil como estava a pensar.
A adrenalina começou a crescer e foi altura de procurar o pico da montanha. Apesar das quedas terem sido uma constante ao longo do dia, posso-vos dizer que é uma sensação incrível descer uma montanha com uma tábua nos pés! Adorei e fiquei fã de snowboard.
Resumindo, foi um dia super divertido e sem duvida uma experiência a repetir.

Aqui ficam algumas fotos...dignas de profissionais.....

(Portuguese Team)

















Nem mesmo as quedas tiravam a boa disposição........




segunda-feira, 15 de março de 2010

1, 2, 3, 4.......4 pontos na cara....



Boas meus amigos. Bem, já dizia o velho provérbio, quem anda à chuva molha-se.
Na terça feira passada, fui jogar Ice Hockey e depois uma meia hora a patinar e a dar umas "stickadas" com o Nuno, fomos convidados para jogar com uns finlandeses. Tendo em conta que era a minha 3ª vez a fazer aquele desporto decidi que era altura de experimentar com quem realmente sabe.
Escusado será dizer que os finlandeses andam melhor de patins do que ando eu a pé.
A coisa até que estava a correr bem, até que nem me desenrasco mal a patinar, mas digamos que tenho dois probleminhas, não sei travar nem mudar de direcção rapidamente.
Bem o jogo decorria a alta velocidade e a adrenalina e entusiasmo iam crescendo e portanto comecei a arriscar mais, até que...... numa jogada rápida de contra ataque, recebo o disco da direita, mas o passe foi um pouco atrasado e, estando eu, apenas focado no objectivo golo não dei qualquer importância ao facto de não saber travar nem de não saber virar com rapidez, ou seja, quando me tentei virar para marcar o desejado golo senti o meus pés a deslizarem gelo fora sem que tivesse controlo algum sobre eles. Consequência, sem ter tempo sequer de por as mãos no chão, foi a minha cara a bater contra aquela superfície "fofinha" chamada gelo. Após a queda, vi estrelas, vi luzes, vi escuro, vi mulheres nuas, vi anões e quase vi que ia desmaiando, mas o meu cérebro lá se conseguiu manter em funcionamento. Depois de ouvir gritos distorcidos à minha volta e de ver tudo turvo lá comecei a recuperar da aparatosa queda. Escusado será dizer que o sangue jorrado do corte era tanto quanto a minha dor de cabeça.
Depois de me aperceber que não ia dormir naquela noite sem fazer uma visita a um hospital finlandês e depois de perceber que não podia ir até lá a pé fui como que obrigado a aceitar um boleia até ao hospital.
À chegada ao hospital, por volta das 20:30, pensei que seria atendido rapidamente (Sim sim, espera aí que eu já te atendo). Depois de feita a triagem e depois de duas tentativas para estancar o sangue, só a segunda foi bem sucedida, tive que esperar "apenas" 4 horas!!! E ainda dizemos mal do sistema de saúde português. Isto é igual em todo o lado. Embora estivesse um bocadinho "abananado", as horas de espera foram divertidas, na companhia do Nuno, de um finlandês e de duas finlandesas que não arredaram pé durante durante aquela longa espera. (Os finlandeses, convém dizer, não me conheciam de lado nenhum, mas mesmo assim ficaram la aquele tempo dando apoio moral e no fim ainda me deixaram à porta de casa. Já não sei se há muita gente assim, portanto a eles um muito obrigado. Quero agradecer também ao Nuno que para além de ficar lá as 4 longas horas de espera ainda me segurou a mão enquanto eu gritava que nem um puto quando me punham os pontos...ahaha...És um amor....) O outro facto que ajudou a passar o tempo foram as 5 "batatinhas" com que o Arsenal brindou o Porto. Ainda consegui levar menos pontos
Bem, concluída que estava a longa etapa no hospital foi tempo de regressar com um olho negro, inchado e com 4 pontinhos para recordação.


(Ri-te ri-te......)



(Uma recordação da Finlândia)

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Ode" à Amizade

Parece impossível mas a distância é sem dúvida um factor que cria proximidade. Pensar que a distância pode destruir relações é lógico, mas pensar que pode ser um factor que ajuda a reforçar os laços que suportam essas relações, parece-me a mim mais do que lógico.
A distância, pode ser definitiva, ou na maioria dos casos pode ser temporária. Quanto à definitiva, penso que não se pode englobar no que acabo de dizer, pois é uma distancia que na maioria dos casos leva ao esquecimento. Quando falamos numa distância temporária,em que falamos em dias, meses ou até mesmo alguns anos, e obviamente não falando de relações amorosas, ou que envolvam bem mais do que uma simples e pura amizade, penso que as relações saem fortemente fortalecidas, visto está que, sem querer insinuar que não se dá o devido valor a uma amizade quando a temos “á mão de semear”, sentir a falta de alguém, leva-nos a perceber quão valorosa certas pessoas são para nós. Em determinadas alturas da vida pensamos em deixar tudo para trás, correr mundo e procurar novas experiências de vida, é verdade que isso é sem dúvida um factor de enriquecimento pessoal, mas por pior que seja a nossa situação, “o deixar tudo para trás” não significa deixar apenas coisas más, significa, invariavelmente, deixar aquilo que, na minha opinião, faz de nós, em conjunto com a nossa própria personalidade, a pessoa que hoje somos. E o que é então “aquilo”? Aquilo é "apenas e só" as pessoas que nos rodeiam, amigos, família, experiências vividas e jamais esquecidas. E será que vale a pena largar isso tudo definitivamente? Sinceramente não sei, depende muito das amizades e laços construídos ao longo de uma vida e a intensidade com que esses laços foram vividos.

Contudo, é sem dúvida benéfico partir para o desconhecido, descobrir novas experiências e vivências, conhecer novas pessoas e, também aí, criar excelentes laços de amizade, mas pura e simplesmente deixar para trás, ainda que ficando no pensamento, todas aquelas pessoas especiais que de uma forma ou de outra são parte marcante na nossa caminhada, parece-me um preço demasiado alto a pagar. Bem sei que não traçamos os caminhos da vida como queremos e que por vezes somos abrigados a largar tudo, mas tomar esta decisão sem que nada o obrigue e sem que nada o precipite, parece-me a mim, uma decisão corajosa e ao mesmo tempo absurda.
A experiência de vida que vivo neste momento, leva-me a afirmar com convicção que o mais importante da vida são aqueles que temos por nossos amigos e não falo do vizinho do lado que cumprimentamos todos os dias de manha e com quem até, de vez em quando, bebemos um café, falo, obviamente, de amigos verdadeiros, amigos que choram, que riem, que sofrem, que lutam, sempre que nós também o fazemos. Essas pessoas sim, são a essência da nossa vida. Por isso digo e volto a afirmar, não faz sentido deixar tudo isto para trás definitivamente e simplesmente não faz sentido porque este tipo de amizades e laços não se criam num dia, criam-se em anos, em momentos, em sonhos, por isso deixar tudo isto, de livre e espontânea vontade, leva-me a perguntar o porquê de construímos tudo isto. Sim, tudo bem, podem dizer que faz parte da natureza humana criar laços de amizade involuntariamente, ou se preferirem, sub-conscientemente, mas porquê deixar tanta “coisa” boa para trás se nos deu tanto trabalho a cria-la e se neste momento consideramos isso como um factor de orgulho e satisfação. Não creio que haja alguma coisa, ou até mesmo alguém capaz de substituir aqueles são parte de nós.

Penso, que todos nós deviríamos ter uma experiência longe das nossas origens, da nossa gente, pois só nessa altura, saberíamos dar o real valor que representam para nós. E afirmo, com muita certeza, que na maioria dos casos, seria curioso aferir que, aqueles que se diziam capazes de largar tudo e correr mundo, seriam os primeiros a dizer, que largariam tudo, mas apenas por uns dias, meses, ou anos, que definitivamente, seria impensável. Mas a verdade é que nem todos nós temos a oportunidade de viver esse tipo de experiências e portanto, importante é, valorizar cada segundo passado com aqueles que mais gostamos. Fazer da frase, “vive a vida com máxima intensidade”, ou então, “vive cada segundo como se fosse o ultimo”, um lema de vida, dar-nos-á a certeza, quando chegarmos ao fim do nosso caminho, que o percurso percorrido foi maravilhoso e que conhecemos as melhores pessoas do mundo, OS NOSSOS AMIGOS!

A todos os meus amigos um MUITO OBRIGADO!

Fim de Semana na Lapónia - Parte 3/3



Será que o Pai Natal existe? Nunca esta questão tinha feito sentido para mim, até que cheguei à Lapónia, mais propriamente a Rovaniemi e aí fez toda a lógica colocar esta questão a mim mesmo, visto que me encontrava na terra do pai natal. O propósito da visita a Rovaniemi era sem duvida a visita à Vila do Pai Natal.
Domingo, dia 21 de Fevereiro, pela manhãzinha, preparados para tomar o pequeno almoço que na teoria estava incluindo na estadia, mas o pequeno almoço, fez jus ao nome e foi mesmo pequeno. Aquilo que tinham para nos oferecer era café ou chá, que grande variedade e para comer nem um migalha de pão. Eu ainda quis ir pedir dinheiro à recepção, mas depois de me passar a indignação e depois de bebermos o café la abandonamos a pensão em direcção à Vila do homem das barbas brancas, não sem antes ter "rapinado" todas as saquetas de chá que havia no meu quarto, digamos que foi para compensar a falta de comida.
Bem, com isto tudo já estávamos atrasados para ir apanhar o autocarro numero 8. Depois de uma corrida ao vento de uns agradáveis -35 graus lá conseguimos apanhar o "bus". A viagem até à dita vila demorou cerca de 25 minutos, ou seja foram 25 minutos para voltar a aquecer.
À chegada, fomos logo tirar uma foto com um boneco do pai natal que por la estava, mas coisa ia correndo mal, o Nuno com mania das escaladas, quis subir para cima do boneco, resultado, levei com ele na cabeça e não se estatelou no chão por muito pouco.
Bem a visita fez-me sentir como se tivesse 10 anos, brincamos que nem putos, saltamos, corremos, pulámos....e ainda tirámos fotos com o pai natal! ahaha
Afinal o homem existe, barbas grandes, casaco vermelho...blá blá blá e é do BENFICA! Assim que entramos na sala perguntou-me de onde éramos e eu disse de Portugal. Em seguida perguntou-me se era do Benfica ou do clube lá ao lado...não me lembro o nome, aqueles que deram 3-0 ao porto, ah já sei o Ceportingue! Ao que eu respondi, orgulhosamente, "Benfica, of course.". E ele respondeu, "Benfica? Good good".
Bem sempre acreditei no Pai Natal (!?), agora então que sei que ele é do Benfica não há mínima duvida, não que aquele seja o verdadeiro, mas que o Benfica é o Maior Clube do Mundo.
Foi super engraço viver ao vivo tudo o que se ouve e vê pela televisão. Foi sem duvida uma experiência que perdurará na nossa memoria.

Ainda importante relatar dois factos curiosos. A Vila do Pai Natal situa-se no Circulo Polar Artico, ou seja, por ela passa a linha que separa o hemisfério norte do pólo norte, significa isto que tivemos no Pólo Norte. Outro facto curioso foi que jantámos no McDonald´s mais a norte do planeta. Aquilo vai dar ao mesmo,os Hamburguers engordam, o óleo para fritar batatas é mesmo toda a semana, mas só com vantagem e o requinte do ser o mais a norte do mundo. Sou uma pessoal muito melhor desde que lá fui....ahaha



(O tal boneco quase no chão)


(Foto com um boneco do pai natal meio bêbado. O boneco estava torto na sei porque!)


(Nós bem que queríamos andar, mas foi só para a foto)


(O tugas à porta da Casa do Pai Natal)


(O frio era tanto que as minha pestanas congelaram)


(O tal calor esquisito voltou-se a manifestar)